sexta-feira, 4 de outubro de 2013

1.6 capitulo

1.6. Ciência da natureza, matemática e tecnologia, as novas tecnologias e sua expressiva contribuição para o ensino das ciências no ensino médio.


Uma marca desalentadora de seu trabalho cotidiano: o descompasso entre a escola e o mundo, professores, como os principais responsáveis pelo desenvolvimento intelectual, tem sido alvo de inúmeras críticas de vários segmentos da sociedade. A exigência quanto ao desempenho do país tem por se desenvolver, avançando na solução de muitos problemas que nos acompanham em situação de extrema carência em que vivem muitos brasileiros.
Qualquer professor, em busca de ver seus alunos se interessarem pelo que aprendem, para que possam desenvolver-se do ponto de vista intelectual e pessoal, ao refletir sobre sua ação profissional, percebe com clareza exterior, tanto recursos didáticos disponíveis, ou na forma pela qual a escola tem mantido sua maneira de organizar-se como instituição e, de lidar com o currículo escolar, o qual o ensino, é a razão primordial de sua própria existência. Nesse sentido, a escola, não é capaz de garantir a seus alunos a aprendizagem de uma série de conhecimentos básicos e, ao mesmo tempo, de manter-se conectada ao que ocorre fora de seus muros.
Muitas mudanças o correram, há 40 ou 50 anos não seria difícil a um professor especialista de uma ciência natural – física, química, biologia – que tivesse acesso a uma publicação especializada, no entanto, isso se torna impensável, pois, tendo em vista a velocidade com que os conhecimentos se ampliam.
As consequências que esses avanços possam ter para a vida, em geral, ou para nosso país tudo isso nos remete a mudanças importantes no papel da escola e do professor, contempladas na LDB/96. O objetivo da instituição de ensino é preparar seus alunos para que, ao deixarem a escola básica, sejam capazes de continuar aprendendo continuamente, o que requer de cada um, flexibilidade para fazê-lo.
 Mudar e de adequar-se ao novo, a saídas para vencer o descompasso entre as demandas sociais e suas efetivas possibilidades de ação, de um lado, há inúmeros obstáculos a enfrentar, de outro, é capitalizar os recursos advindos das novas tecnologias de comunicação e informação para reduzir, com rapidez, Essa facilidade de acessar informações, graças ao uso da Internet, por si só torna viável o contato da escola com o mundo exterior.
A possibilidade que esse recurso traz para que, com orientação adequada do professor, o aluno se aproprie de conceitos, aprendendo-os significativamente, não só por poder perceber a importância que eles têm, em um contexto mais amplo, mas também na medida em que possa entender do ponto de vista social, dando-lhe a oportunidade de desenvolver sua competência de utilizar-se de um novo contexto.
O que se espera que um aluno aprenda ao estudar química no Ensino Médio. Assim, no ensino de combustíveis – e da reação de combustão como fonte de energia –, pode-se propor que os alunos pesquisem na Internet fatos isolados que possam ter sido divulgados na mídia que possam ter sensibilizado os alunos, e fatos de relevância nacional ou internacional.





Tecnologia, currículo e projetos.

Um exemplo de muita necessidade de conhecimento é aprendizagem da combustão: por exemplo, o uso do gás em veículos automotores (sendo menos poluente do que a mistura gasolina-álcool); o uso desse gás na produção de energia elétrica em usinas termoelétricas, em construção no Brasil. Outra questão significativa, relacionada ao tema, diz respeito ao efeito estufa, uma vez que o dióxido de carbono, um dos gases responsáveis por esse efeito de dificultar que o calor abandone a crosta terrestre, torna-se um dos responsáveis pelo aumento de temperatura da superfície global produzido na queima da madeira e dos combustíveis fósseis (carvão, petróleo). Em relação a esse assunto, muitos aspectos interdisciplinares, que podem fazer parte de um projeto de trabalho conjunto com outras disciplinas, destacam-se: a pesquisa e a análise sobre as diversas formas de obtenção de energia elétrica (em vários países), a comparação a respeito da quantidade de dióxido de carbono enviada à atmosfera em várias cidades, a busca de alternativas de produção de energia menos agressivas à natureza, o papel das florestas  e as implicações do desmatamento os acordos internacionais e assim por diante. Esses exemplos que acabamos de mencionar são fundamentais do ponto de vista de um dos objetivos centrais do Ensino Médio: o desenvolvimento da cidadania. O estudo de temas relevantes para uma determinada região do país ou para o Brasil como um todo.  O emprego do computador viabiliza o uso de um recurso muito forte, praticamente ausente até então das salas de aula, tomamos como exemplo: fotos e charges que tomaram conta da mídia no ano de 2001, a partir da recusa do presidente, Bush em manter os compromissos de Kyoto.

Evidentemente, a possibilidade de os alunos entrevistarem pessoas sobre o tema, de debaterem o assunto com outros jovens, no Brasil ou em outros países, recorrendo ao correio eletrônico representa oportunidades novas, que permitem a nós, professores, recorrendo à nossa criatividade, desenvolvermos novas competências. Foram mencionadas apenas algumas entre as inúmeras oportunidades que o acesso de alunos e professores às novas tecnologias traz à escola. Vale destacar, no entanto, que a possibilidade de explorar "novos mundos", até hoje inacessíveis ao universo escolar, representa uma significativa oportunidade de crescimento institucional. É preciso objetivar um ensino de química que possa contribuir para uma visão mais ampla do conhecimento, que possibilite melhor compreensão do mundo físico e para a construção da cidadania, colocando em pauta, na sala de aula, conhecimentos socialmente relevantes, que façam sentido e possam se integrar à vida do aluno.

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