1.6. Ciência da natureza, matemática e
tecnologia, as novas tecnologias e sua expressiva contribuição para o ensino
das ciências no ensino médio.
Uma marca
desalentadora de seu trabalho cotidiano: o descompasso entre a escola e o mundo,
professores, como os principais responsáveis pelo desenvolvimento intelectual, tem
sido alvo de inúmeras críticas de vários segmentos da sociedade. A exigência
quanto ao desempenho do país tem por se desenvolver, avançando na solução de
muitos problemas que nos acompanham em situação de extrema carência em que
vivem muitos brasileiros.
Qualquer
professor, em busca de ver seus alunos se interessarem pelo que aprendem, para
que possam desenvolver-se do ponto de vista intelectual e pessoal, ao refletir
sobre sua ação profissional, percebe com clareza exterior, tanto recursos
didáticos disponíveis, ou na forma pela qual a escola tem mantido sua maneira
de organizar-se como instituição e, de lidar com o currículo escolar, o qual o ensino,
é a razão primordial de sua própria existência. Nesse sentido, a escola, não é
capaz de garantir a seus alunos a aprendizagem de uma série de conhecimentos
básicos e, ao mesmo tempo, de manter-se conectada ao que ocorre fora de seus
muros.
Muitas mudanças o
correram, há 40 ou 50 anos não seria difícil a um professor especialista de uma
ciência natural – física, química, biologia – que tivesse acesso a uma
publicação especializada, no entanto, isso se torna impensável, pois, tendo em
vista a velocidade com que os conhecimentos se ampliam.
As consequências
que esses avanços possam ter para a vida, em geral, ou para nosso país tudo
isso nos remete a mudanças importantes no papel da escola e do professor,
contempladas na LDB/96. O objetivo da instituição de ensino é preparar seus
alunos para que, ao deixarem a escola básica, sejam capazes de continuar
aprendendo continuamente, o que requer de cada um, flexibilidade para fazê-lo.
Mudar e de adequar-se ao novo, a saídas para
vencer o descompasso entre as demandas sociais e suas efetivas possibilidades
de ação, de um lado, há inúmeros obstáculos a enfrentar, de outro, é
capitalizar os recursos advindos das novas tecnologias de comunicação e informação
para reduzir, com rapidez, Essa facilidade de acessar informações, graças ao uso
da Internet, por si só torna viável o contato da escola com o mundo exterior.
A possibilidade
que esse recurso traz para que, com orientação adequada do professor, o aluno
se aproprie de conceitos, aprendendo-os significativamente, não só por poder
perceber a importância que eles têm, em um contexto mais amplo, mas também na
medida em que possa entender do ponto de vista social, dando-lhe a oportunidade
de desenvolver sua competência de utilizar-se de um novo contexto.
O que se espera
que um aluno aprenda ao estudar química no Ensino Médio. Assim, no ensino de
combustíveis – e da reação de combustão como fonte de energia –, pode-se propor
que os alunos pesquisem na Internet fatos isolados que possam ter sido
divulgados na mídia que possam ter sensibilizado os alunos, e fatos de
relevância nacional ou internacional.
Tecnologia, currículo e projetos.
Um exemplo de
muita necessidade de conhecimento é aprendizagem da combustão: por exemplo, o
uso do gás em veículos automotores (sendo menos poluente do que a mistura
gasolina-álcool); o uso desse gás na produção de energia elétrica em usinas
termoelétricas, em construção no Brasil. Outra questão significativa, relacionada
ao tema, diz respeito ao efeito estufa, uma vez que o dióxido de carbono, um
dos gases responsáveis por esse efeito de dificultar que o calor abandone a
crosta terrestre, torna-se um dos responsáveis pelo aumento de temperatura da
superfície global produzido na queima da madeira e dos combustíveis fósseis
(carvão, petróleo). Em relação a esse assunto, muitos aspectos interdisciplinares,
que podem fazer parte de um projeto de trabalho conjunto com outras
disciplinas, destacam-se: a pesquisa e a análise sobre as diversas formas de
obtenção de energia elétrica (em vários países), a comparação a respeito da
quantidade de dióxido de carbono enviada à atmosfera em várias cidades, a busca
de alternativas de produção de energia menos agressivas à natureza, o papel das
florestas e as implicações do
desmatamento os acordos internacionais e assim por diante. Esses exemplos que
acabamos de mencionar são fundamentais do ponto de vista de um dos objetivos
centrais do Ensino Médio: o desenvolvimento da cidadania. O estudo de temas
relevantes para uma determinada região do país ou para o Brasil como um
todo. O emprego do computador viabiliza
o uso de um recurso muito forte, praticamente ausente até então das salas de
aula, tomamos como exemplo: fotos e charges que tomaram conta da mídia no ano
de 2001, a partir da recusa do presidente, Bush em manter os compromissos de Kyoto.
Evidentemente, a
possibilidade de os alunos entrevistarem pessoas sobre o tema, de debaterem o
assunto com outros jovens, no Brasil ou em outros países, recorrendo ao correio
eletrônico representa oportunidades novas, que permitem a nós, professores,
recorrendo à nossa criatividade, desenvolvermos novas competências. Foram
mencionadas apenas algumas entre as inúmeras oportunidades que o acesso de
alunos e professores às novas tecnologias traz à escola. Vale destacar, no
entanto, que a possibilidade de explorar "novos mundos", até hoje
inacessíveis ao universo escolar, representa uma significativa oportunidade de
crescimento institucional. É preciso objetivar um ensino de química que possa
contribuir para uma visão mais ampla do conhecimento, que possibilite melhor
compreensão do mundo físico e para a construção da cidadania, colocando em
pauta, na sala de aula, conhecimentos socialmente relevantes, que façam sentido
e possam se integrar à vida do aluno.
Nenhum comentário:
Postar um comentário